Flowerpot: um ícone do design dinamarquês

Flowerpot: um ícone do design dinamarquês

Poucos candeeiros são tão reconhecíveis à primeira vista como o Flowerpot. Duas semiesferas sobrepostas, numa cor viva, cuja silhueta é associada de imediato ao design nórdico. 

Concebida em 1968, esta série de candeeiros de Verner Panton é um clássico duradouro: um objeto lúdico mas minimalista que permanece entre as obras mais emblemáticas do design dinamarquês do pós-guerra.  Movido pelo desejo de criar uma luminária que transcendesse a função, que desencadeasse sentimentos em vez de servir apenas como objecto funcional, Panton ultrapassou os limites do que já tinha sido feito e deu corpo à sua crença de que a curiosidade pode levar a uma expressão criativa importante.

«Ao experimentar com a iluminação, as cores, os têxteis e o mobiliário, e ao recorrer às tecnologias mais recentes, procuro mostrar novas formas de incentivar as pessoas a dar asas à imaginação e a tornar o seu ambiente mais estimulante»

– Verner Panton

A sua abordagem foi simples mas revolucionária, e incidiu sobretudo em dois aspetos que mantiveram o design relevante até aos dias de hoje.
O primeiro deles, e mais relacionado com a funcionalidade, a sua forma.
Dois hemisférios simples e depurados, de tamanhos diferentes, colocados frente a frente. Esta solução permitiu esconder a fonte de luz entre os dois componentes, refletida pelo interior da semiesfera inferior e escapando pelo espaço vazio entre as duas. O resultado é uma luz difundida de forma suave e evitando o encandeamento, o que é ideal para criar um ambiente confortável e convidativo.

O segundo aspeto, mais visual, foi a cor. O corpo foi inicialmente construído em esmalte brilhante e produzido numa série de cores vivas e vibrantes, uma escolha pouco convencional que se desviava da austeridade do design escandinavo daquela época. Também permite que o Flowerpot funcione como ponto focal numa divisão neutra ou como parte de um esquema cromático mais ousado, algo que o próprio Panton acabaria por explorar nas suas impressionantes exibições, como Visiona II. Em conjunto com as curvas do candeeiro, as cores criam uma sensação duradoura de elegância.

É por isto que o candeeiro Flowerpot reflete também os movimentos culturais da época, tornando-se sinónimo do movimento Flower Power do final dos anos 60: uma ruptura com as convenções para abraçar uma mentalidade mais aberta e moderna, que promovia a paz e a harmonia.

 

A família Flowerpot, modelo a modelo

A coleção Flowerpot expandiu-se até aos dias de hoje. O candeeiro original está disponível em vários tamanhos entre as versões Flowerpot VP1, VP2, VP7 e VP10, mas ganhou novos elementos: os candeeiros de mesa VP3 e VP4, o candeeiro de parede VP8, passando pela versão portátil VP9 e o candeeiro de pé VP12.  Foram também introduzidas melhorias em toda a série, para garantir que este design clássico continue a evoluir em resposta às necessidades contemporâneas.

Suspensões

O VP1 tem as proporções clássicas e mais populares da série. Funciona bem isolado, sobre uma mesa de jantar ou num corredor, ou em grupo, com vários candeeiros agrupados.

O VP2 é o maior de toda a família. O seu tamanho substancial faz com que seja uma peça de afirmação, indicada para divisões amplas, com tetos altos ou para espaços comerciais.

O VP7 ocupa o meio-termo entre os dois anteriores, o que o torna versátil: adapta-se tanto a uma sala de estar como a uma área de jantar de maior escala.

O VP10 é a adição mais recente e mais compacta à série. O tamanho reduzido torna-o ideal para ambientes mais íntimos, seja sobre uma mesa de cabeceira, em pequenos grupos, ou em espaços mais apertados como um hall de entrada.

Candeeiros de mesa

O VP3 é a versão clássica de mesa, pensada para uso permanente sobre uma secretária ou mesa de apoio. Combina proporções equilibradas e um peso estável com um carácter decorativo que se mantém atual.

O VP4 parte da mesma base circular do VP3, mas com uma diferença construtiva: uma barra de metal contínua que se prolonga a partir da base até formar a haste, onde dois segmentos paralelos sustentam o abajur e permitem ajustar a sua posição. O resultado é tanto uma peça decorativa como uma luz de trabalho funcional para uma secretária ou recanto de leitura, com uma estética de "barra dupla" que atribui um carácter mais industrial e retro ao design.

O VP9 é a versão portátil e sem fios dos candeeiros de mesa da série. Mais pequeno, leve e flexível, tem bateria recarregável que permite mudá-lo facilmente de divisão ou usá-lo no exterior.

Parede e pé

O VP8 é a versão de parede. Mantém a linguagem de design dos restantes modelos, com cabo têxtil e ficha para instalação junto a uma tomada, ou ligação directa ao ponto de luz para um acabamento mais limpo e permanente. É uma solução versátil para corredores, recantos de leitura ou candeeiro de cabeceira.

O VP12 é o candeeiro de pé da família. Com uma altura pensada para acompanhar poltronas, sofás e mesas laterais, entrega uma luz ampla e envolvente num formato que reforça o carácter icónico da peça, tanto em espaços residenciais como profissionais.

Excelentes como destaques decorativos singulares ou agrupados, os candeeiros Flowerpot continuam a ser um clássico intemporal que captam perfeitamente o espírito do seu tempo enquanto mantêm um apelo contemporâneo, permitindo realçar qualquer espaço com o seu charme inato.

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